Estudo Preparatório de uma Operação Integrada de Desenvolvimento para a Península de Setúbal

A península de Setúbal iniciou na segunda metade dos anos setenta uma fase crítica, que se acentuou na década de oitenta, em virtude da falência do modelo económico implantado, o qual se baseava num escasso número de grandes unidades empresariais cobrindo um conjunto de sectores que entraram em crise em simultâneo: construção e reparação naval, metalomecânica pesada, siderurgia e químicas. O agudizar da crise, a partir de 1983, conduziu à descapitalização e encerramento de numerosas empresas, a elevados níveis de despedimento, ao não pagamento ou atrasos no pagamento de salários.

O Estudo, se por um lado, permitiu precisar os contornos da crise, que se revelou de natureza estrutural, evidenciando uma economia particularmente frágil em conjunturas mais recessivas, por outro lado, revelou a existência de recursos endógenos e de potencialidades capazes para encetar a recuperação de parte da estrutura económica existente, e diversificá-la. A estratégia, configurada como a base de uma operação integrada de desenvolvimento, apontou para: a diversificação e modernização da estrutura económica; a manutenção da indústria transformadora da economia, embora fundamentada num tecido empresarial mais robusto, flexível e diversificado; o incremento da importância dos serviços, mormente dos relacionados com o turismo, transportes e comunicações, serviços de negócios e serviços à colectividade.

Ficha técnica

Área de Intervenção

Península de Setúbal

Cliente

Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo

Ano

1987

Tipo

Plano Estratégico Regional